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Portugueses na Funéraire Paris 2015 (Fotogaleria)
Autor: Irene Palma

Decorre em Paris a Feira Internacional do setor funerário e são vários os portugueses que marcam presença neste certame internacional.
 
Mais de 200 expositores mostram as últimas tendências das indústrias de apoio. As últimas criações são exibidas para que os visitantes conheçam as ofertas que têm disponíveis no mercado francês.
 
A Funéraire Paris é uma referência europeia do setor funerário e por isso são vários os portugueses que fazem questão e marcar presença na capital francesa por estes dias, como acontece com o Até Sempre.
 
Nuno Reis é um visitante habitual de feiras internacionais do setor. “Já vi muitas feiras e faço questão de vir sempre que posso para ter mais conhecimento e ver as coisas novas do setor”, conta-nos o responsável da Agência Funerária Secular Casa Veledas, que se faz acompanhar nestas viagens por Martinho Gomes, director-ténico da funerária com o mesmo nome: “Estarmos aqui abre sempre os horizontes e por isso esperamos levar ideias novas que possamos implementar no nosso trabalho.”
 
“Gostamos de estar atualizados e é por isso que fazemos questão de estar aqui. Trocamos ideias com outros colegas do setor o que permite que possamos ser cada vez melhores, mas ao mesmo tempo ficamos orgulhosos por aquilo que fazemos dentro do nosso país” conta ao Até Sempre Auteberto Mendes de Brito, responsável da Agência Funerária Brito.
 
Em Paris existe um expositor da CNUF onde estão cinco das empresas aderentes desta associação (ATP, Ernesto Oliveira, Joriscastro, Madifoz, e Manuel Rodrigues da Cruz), e está também representado Emanuel Correia, fornecedor de urnas de zinco e inox.   
 
Foi precisamente no stand da CNUF que o Até Sempre encontrou José Barbosa, responsável da Funerária Saramago. “Como profissional do ramo vim ver as novidades para que possa tratar melhor o meu cliente. Acho muito importante que os profissionais do ramo visitem estas feiras pois podemos constatar que é possível unificar uma classe que em Portugal é pequena demais para os hábitos tão diferentes que tem e que podem ser eliminados”, defende.
 
 
Funeral só ao quinto dia
 
Se Portugal tem tantas tradições no que à realização de um velório e de um funeral diz respeito, essas diferenças são ainda mais evidentes se quisermos encontrar termos de comparação entre o serviço funerário dos dois países. 
 
Em França as urnas não podem ser expostas nos carros funerários, que têm estruturas próprias para que o caixão não esteja visível. Já as urnas têm interiores bem distintos dos utilizados em Portugal. 
 
Os funerais portugueses realizam-se num curto espaço de tempo após a morte, já em França é habitual só terem lugar ao quinto dia. Ou seja, o tempo que demora a realizar o funeral em território francês é muito maior, o que faz com que exista até a opção de colocar o corpo em velório numa mesa refrigeradora durante, sendo colocado na urna apenas no momento do enterro.
 
Estas duas particularidades já são bem conhecidas de João Paulo Nunes, responsável da funerária Moderna, e também Alceu Salgueiro, da empresa Irmãos Salgueiro, e foram vistas pela primeira vez em Paris por Fernando Miranda da Agência Funerária Roma, todos eles visitantes da Funéraire Paris 2015.


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